terça-feira, 19 de maio de 2009

مثلي الجنس فخر Gays Islâmicos assumem-se!

Motivados talvez pelo anúncio de casamentos homossexuais em território lusitano - o ultimo bastião de machos marialvas com bigode que não delapida - surge, segundo relatórios da CIA e do Detective Correia (Sigilo Discrição Competência 960945143), um novo foco de resistência muçulmana ao grande satã do Ocidente!

"Já chega, já basta, já enoja! Nós, os Lilases do Oriente, decidimos sair do armário e tomar uma posição que nos demarque de todas as atrocidades cometidas pelo Ocidente, nomeadamente a última colecção de sapatos da Agatha Ruiz de la Prada e o rui reininho!"- afirmou Abdulah Rilas, rabino da célula recém-criada, que segue: "A Al-Fazema vem reclamar um espaço que há muito devia ter sido nosso! Não queremos mais ser confundidos com esses brutos das túnicas de 87 e kaffiehs de 1513! Queremos uma identidade nossa! Queremos que um autocarro impluda em vez de explodir e que a Mossad olhe para os cadáveres bem estimados, felizes, enfim, gente bonita... e com um sorriso na cara diga: Isto sim, só pode ser um trabalho da Al-Fazema."Mas não é só no terrorismo que a nova célula promete inovar. "Temos acordos de cooperação com a Lúcia Piloto e com a Achmed Coiiffeurs para a criação de um novo estilo, um "terrorist chic", que exprime o que de melhor há no Oriente, Ocidente e no C4. Temos também operacionais colocados por trás do próprio Ayatolah, que trabalham para mudar a regra das 70 virgens e o rio de mel para 70 estilistas Nova-Iorquinos e um rio de cremes da Avon".

Mas não é tudo. Segundo Omar Raí, escondido debaixo de uma pedra: "O que nos falta é Glamour! Já viram aquelas burkas? Aquelas Kalashnikov? Com uma coronha de mogno e um cano cinza prata, tipo esta última cromática de Santiago Calatrava teríamos muito mais adesão, mas com esta falta de gosto não admira que o mundo nos odeie!"
O Detective Correia refere ainda no seu relatório que a Al-Fazema tem já o apoio da célula fundamentalista Alentejana, a Al-Murroidah, cujo membro se encontra escondido no José Castelo Branco. "É tempo de mandar estes infiéis da Samarra, mais as mulheres e as filhas, para cima de Coimbra. Apre!", terá dito o mouro, enquanto se entretinha a guardar bolotas e pirites alentejanas dentro de uma garrafa de medronho, com um rastilho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Português em evidência no Dakar

Foi às costas de um dromedário que Alcides Piste, piloto de ralis, chegou hoje à capital do Senegal, concluindo o seu percurso no Dakar 2006. Tinha partido de Lisboa, no seu UMM amarelo, junto com os outros pilotos, "depois de uma febrada com a Jutta, que, aqui para nós, é uma ganda maluca!". Ao início tudo corria normalmente, tendo apenas demorado mais duas semanas que o resto do pelotão a chegar a Granada.

Em protesto contra a globalização, resolveu não usar GPS, guiando-se por uma cebola produzida em agricultura biológica, um popular de Alhos Vedros, o Borda d'Água de 1897 e um mapa "de uns tais Capelo e Ivens, que comprei ali na ladra". De início, resolveu seguir as tabuletas das estradas, o que se revelou ruinoso. Resignou-se a perguntar o caminho a transeuntes, o que lhe valeu um desvio por Mogadouro e uma passagem por Bilbao.

Já em África, relata Alcides Piste: "Apontei o jipe sempre a descer e dei-lhe gás! Quando chegava à noite, olhava para o céu à pregunta do Cruzeiro do Sul. De dia também era sempre a olhar pra riba, a ver se via as pirâmides. À conta do mau jeito no pescoço, ainda ando à rasca para apertar os atacadores. Passei no Kilimanjaro para comprar um queijo da serra, mas a seguir espetei-me contra um rochedo com a bandeira inglesa. Óspois, quando enfiei o jipe no mar, foi difícil. Estava para ligar ao ACP quando vi um beduíno montado num camelo deficiente. Tirei a caçadeira e mandei uma zaragolada no bicho. Montei-me no camelo e vim a picá-lo até cá acima. Ainda tive que fazer um bocado em marcha-atrás por causa de uma duna que vinha em contramão!"

Feliz por ver o lago rosa, Alcides Piste pondera já a próxima odisseia.

domingo, 17 de maio de 2009

Cantinho do Leitor

Publica-se em seguida uma carta recebida na redacção d'O Bico:

A Açossiaçam Coltúral de Sarzentos da Guarda Nassiunal Répubelicana, emtidade fromada em 1758, de méretos bários e utelidades idãe, bem por es-te meio re-enbimdincar ao sôr menistro. Primeiros, os papeizes dos libros das coimas som mui rijus e alem de não çerem absorbentes, nem cequer protegem a pele. As bics co comandante dá há jente tanbem riscam muito mále quando os melitares teem de dezenhar as lêtras.
Segundos, ojornais não nus faborecem. Se à "o crime" proque não "o caxtigo"? Alem dicho, a Bola tem poucus dejenhus e fala pouco do Benfica.

Meireles Perto, 2º sarzento


O Bico tentou obter reacções por parte das altas patentes da GNR, mas estas remeteram-se a um silêncio apenas interrompido por um ou outro que sofre de apneia do sono.
No entanto, fontes luminosas confirmaram a'O Bico que se encontra em estudo o uso de um aparelho de escrita que, em vez de carga, tenha uma espécie de máquina de sulfatar para os soldados não estarem sempre a trocar de esferográfica. Terão sido ainda alocadas verbas para protectores de dentes, semelhantes aos usados no boxe, pois é já extensa a lista de militares com a língua dilacerada por escrever tanto.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Nova estrela no firmamento

Hugo Norreia, de 13 anos de idade, sagrou-se campeão nacional junior de decilitranço, no âmbito do desporto escolar. Original de um casebre nas cercanias da ETAR de Idanha-A-Velha, este talento emergente revelou a’O Bico: “é o gongretizar de um zonho”.

As provas, que incluíam o degustar de uma garrafa de bagaço enquanto metia a segunda numa Casal BOSS, bem como o consumo de um almude de tinto martelado durante a primeira parte de um jogo da bola, no pelado ao lado da azenha, foram brilhantemente superadas por este jovem prodígio.

Qualifica-se assim para os regionais, onde irá defrontar o pároco de Carrazeda-O-Velho (campeão em título), um cabo da GNR de Vilar Formoso, Zé Tó Osga - que pretende manter o anonimato - e o presidente da junta de Farminhão de Besteiros.

O companheiro da mãe, orgulhoso, prometeu já que durante duas semanas não lhe chega o cinto ao pêlo, “nem que o veja outra vez a montar as ovelhas. O rapaz merece!”

Hugo Norreia confidenciou ainda a’O Bico "o meu pai só me fazia aquelas coisas estranhas porque gostava de mim. Quando é que ele volta para casa?". Depois, quando percebeu que o assunto era outro, acrescentou: "Bota cheio!"

Nazaré Guada, professora primária, vaticina um futuro risonho ao seu aluno, agora que ele poderá vir a ter autorização para dormir do lado de dentro do curro do bode, pelo menos durante o Inverno.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Funcionário Público despedido

Fagundes Graçado, 2º escrivão da conservatória do registo civil de Angra do Heroísmo, foi ontem sumariamente exonerado das suas funções. A causa, ao que O Bico apurou, terá sido um acumular de falhas grosseiras no atendimento ao público.

Ao que parece, terá dado o bilhete de identidade a um utente, sem lhe exigir o mesmo para prova da sua identidade. Bernardo Cumento, chefe de secção, clarificou a posição da conservatória do registo civil: “Foi um desleixo imperdoável. Este senhor já há muito tempo que vinha pisando o risco. Uma vez apôs um carimbo num documento, despachando-o mais que dois dias antes de acabar o prazo. Doutra, aceitou um formulário onde faltavam duas pintinhas em dois "is" e o rabilho de porco num "o". Chegou inclusive a aceitar um requerimento já depois das 16:32:14, quando sabia muito bem que o horário de atendimento ao público cessava às 17! Esta foi a gota de água!”

Um colega de Fagundes Graçado, que não se quis identificar, por morar no 2º direito do mesmo prédio e temer represálias, confidenciou-nos ainda: "Esse indivíduo nunca mereceu a confiança nele depositada. Chegava a preencher requerimentos a uma velhinha que não sabia ler e até sei de fonte segura que nem sempre tomava o café das dez e meia e, quando o fazia, voltava ao seu posto antes de almoço. E nunca reenviou os mails com aqueles anjinhos ou a fada do sexo!"

Do processo disciplinar de que foi alvo, resultam factos bastante suspeitos àcerca do seu comportamento sócio-profissional. O computador de Fagundes Graçado não tinha nenhum programa instalado para além do software governamental e de um editor de texto. Uma consulta ao histórico da internet acabou por confirmar as piores suspeitas, pois não apresentava registos de pornografia nem de jogos online. Para cúmulo, os colegas foram unânimes em afirmar não ter memória de que Fagundes tenha, alguma vez, utilizado a sanita.

Perante isto, o psicóloco clínico Dr. Agapito Linho escreveu: "A sua falta de interesse em observar material de conteúdo pornográfico revela uma orientação sexual, no mínimo, duvidosa. Este comportamento é típico de pessoas com psicoses extremas - como nós dizemos em termos clínicos - um tarado nojento! A sua falta de inclinação para a socialização através de jogos, messenger e troca de e-mails indicia uma falta de perícia na manipulação de computadores na óptica do utilizador, o que é uma premissa básica de qualquer concurso público. A sua comprovada vergonha em defecar em horário de expediente é reveladora do diferendo que o indivíduo mantém com a própria humanidade, retendo as fezes como retém dentro de si, certamente, um profundo ódio e desprezo por toda a existência humana, a começar pela sua. Mais que despedi-lo com justa-causa, recomendo que seja garroteado, se tal não for contra a lei."

O registo civil de Angra do Heroísmo pondera agora dinamizar acções pedagógicas junto dos seus funcionários, de modo a evitar novos problemas. Para o efeito terá já entrado em contacto com funcionários do governo civil local, que ainda não terão aceitado o convite por este estar “a aguardar deferimento”. Já o décimo-terceiro notariado da cidade se dispôs a colaborar num hipotético programa simplex, assim que acabe de calcular - por método moeda ao ar rectificado - o valor dos emolumentos a haver.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quaresma monta banca de melões

Foi sob uma chuva de melões que Ricardo Quaresma terminou o seu primeiro treino em Stamford Bridge. Três caneladas, sete trivelas ao lado e uma bola em cheio nas trombas de um brasileiro de bigode marcaram o primeiro dia do ciganito de ouro nos relvados britânicos. «Foi um bom começo» afiançou Quaresma aos microfones d’ O Bico «e como viram não houve navalhada».

O pequeno calé chegou ao balneário do Chelsea após uma etapa bem sucedida no Inter de Mourinho. Doze minutos em campo e um tiro à bandeirinha de canto marcaram a gloriosa jornada transalpina que lhe rendeu um maseratti amarelo canário e o prémio “Bidon de Ouro” para a melhor-transferência-do-ano-tirando-todas-as-outras. O carinho dos adeptos fez-se sentir até à porta do avião com suspiros de alívio que abafaram o roncar dos reactores.

À sua chegada a Heathrow, foi exuberante o entusiasmo dos adeptos do Manchester United que lhe ofereceram ramos de flores e caixas de melões. «Reforços destes são sempre bem vindos e o Manchester já não tinha uma notícia tão boa desde a chegada do Cristiano Ronaldo», rematou um dos red devil, lavado em lágrimas. Inquirido sobre a chegada do transumante canhoto, o treinador do Liverpool foi mais lacónico, limitando-se a esfregar as mãos até começarem a deitar fumo.

Ao início da tarde, Quaresma foi apresentado à imprensa. Paco Bandeira abrilhantou a festa entoando cantigas de contrabando sob o olhar aterrado de duas dançarinas sevilhanas. Em resposta às questões colocadas, o pequeno génio coçou a cabeça, esfregou os brincos e descascou um melão com uma butterfly sacada de trás da orelha, num gesto interpretado pela imprensa britânica como de adaptação à língua inglesa.

Minutos mais tarde, em pleno relvado, o jovem Ricardo coração-de-melão encantou os presentes com fintas a um apanha-bolas paralítico que só por encadeamento não conseguiu travar as investidas do extremo. E o facto de ter vestido a camisola pelos pés resultou, aos olhos da imprensa, como uma das mais finas ironias desde a invenção da bola.

Mas terá sido no primeiro treino a doer que os blues tiraram as dúvidas sobre as qualidades técnicas deste extremo de grandes patilhas. Scolari já tinha avisado que vinha aí um desequilibrador, um “menino” capaz de virar a defesa do avesso, um homem detentor de um pique endiabrado capaz de pôr defuntos a dançar flamenco. O próprio Guus Hiddink afirmou: “Deze man is een schande!”, que pode ser traduzido em português por “Nem dez homens lhe chegam às sandálias!”

Com o objectivo de dar fluidez ao flanco esquerdo e deixar respirar a magia que exala das chuteiras do médio-ala, foi ensaiada uma nova táctica defensiva que consistiu na remoção de todos os defesas dessa zona do campo. Quaresma respondeu com um festival de trivelas exóticas, umas para a bancada, outras para o centro urbano de Chelsea. O mais que conseguiu com a chicha foi pôr um nariz a pingar quando John Terry se dirigiu na sua direcção com os punhos cerrados para lhe dar um afago.

Aproveitando a notoriedade da transferência, um grupo itinerante de representantes de uma determinada minoria étnica montou tenda à porta do estádio com uma vasta oferta de roupa de marca É Pra Despachar Pessoal, Dez Pares de Meias a Cinco Èros. Quaresma apressou-se a bivacar uma banca de melões tirando partido do stock angariado desde a vinda do aeroporto.

O Bico augura um ano em cheio para o ex-portista, tendo em conta o preço a que anda a meloa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Herman volta ao formato de sketches.

A SIC, cansada de críticas ao humor revisteiro de Herman José, decidiu chamar o "verdadeiro artista" ao gabinete da gerência. Foi o próprio Nuno Santos que comunicou a Herman algumas imposições que a estação pretende ver acatadas, visando recuperar o humorista com quem assinou um contrato milionário até 2076, nunca capitalizado em audiências.

A reunião não terá começado na melhor maneira, pois quando Nuno Santos começou por dizer que pretendia mudar o formato do programa, Herman terá dito: "Mas e que formato é que queres? Piramidal, Dodecagonal ou, simplesmente, CAGONAL?" após o que terá explodido em risos, imitando flatulências com o sovaco, perante a cara de infelicidade da administração.

O que o canal de Carnaxide acabou por lhe conseguir comunicar, veio O Bico a saber, era que Herman José passasse a vestir roupa de homem, deixasse de pintar o cabelo com tinta fosforescente e retomasse os programas de sketches, mas sem copiar nada aos Monty Python. O genial Herman não tardou a encontrar uma solução original: Serão 13 episódios recorrendo, unicamente, a tartes de nata, tábuas ao ombro, galinhas de borracha e flores na lapela que esguichem água.

Os primeiros dias de gravação, porém, correram de forma desastrosa. Maria Vieira comeu todas as tartes de nata e Ana Bola confundiu Maria Rueff com a galinha de borracha, tendo tentado virá-la do avesso com dois dedos. Joaquim Monchique fazia uma cara muito estranha de cada vez que a flor do Herman lhe esguichava a cara e Vítor de Sousa não deixava mais ninguém levar a tábua ao ombro. "Se é para levar, levo eu!" disse, convicto. O caos foi total e o humor parecia o das piadas do António Sala. Herman despediu todo o elenco e tentou contratar Fernando Rocha, mas o homem das anedotas recusou por não se rever no humor primário e ordinário a que o Herman habituou os telespectadores.


O gabinete de produção da SIC não se deu por vencido, pois os filmes mudos têm um orçamento muito atraente e o público, assim que soube que não teria de ouvir o Herman a cantar, respondeu de maneira muito positiva. Afinal, como do que se tratava era de recuperar monos, a SIC reconstruiu o elenco, recrutando das suas prateleiras o bruxo Alexandrino, o imitador Fernando Pereira. o palhaço do Batatoon e o macaco Hadriano - que exigiu, de imediato, o protagonismo, retirando a flor-que-esguicha da lapela de Herman José.

Herman, infeliz e magoado, decidiu rescindir contrato com a SIC e regressar, como corista, ao Parque Mayer, à espera que outro Nicolau Breyner o descubra.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nobel da literatura contestado



A Associação do Livre Escritor da Coreia do Norte, pela boca do seu "venerando líder" Kim Jong-Il, fez ouvir o seu protesto contra a Academia Sueca, por esta ter, mais uma vez, atribuído o prémio Nobel da literatura "a um Ling qualquer", negando-o ao "venerando intelectual" Kim Jong-Il - que é, segundo o próprio, o melhor desenhador de letras do seu país e, consequentemente, do mundo. A associação rejeitou também as acusações de plágio de que o seu membro tem sido alvo: "os meus livros são vermelhos, mas para o clarinho!", terá exclamado o "erudito líder".

O "adorado líder" é nacionalmente reconhecido como o mais prolífico pensador do mundo moderno, estando quase a atingir o nível do único vulto com quem merece comparação: o "grande líder" Kim Il Sung, seu pai. A lógica deste insigne sábio é imbatível, como o prova o facto de ser, provavelmente, a única pessoa que vive no seu país que nunca foi preso/torturado/espancado por se exprimir livremente em público.

Este veemente protesto terá já merecido todo o apoio por parte da Lisnave, que pondera montar um piquete à porta da Suécia, para gritar, ao megafone, as suas razões. Esta manifestação de solidariedade será encabeçada pelo esquivo Sindicalista da Lisnave, personagem mítica que é um entusiasmado "pen-friend" do grande vulto literário norte-coreano, desde os tempos em que este lhe ministrou três acções de formação na Arte Panfletária.

Paralelamente, o governo da Coreia do Norte, pela boca do "vetusto líder" Kim Jong-Il, acaba de declarar o fim da crise alimentar - que, aliás, nunca existiu - no seu país. Ao que parece, alguns testes efectuados pela superior tecnologia nuclear norte-coreana, liderada pelo seu melhor astrofísico, o "sapiente líder" Kim Jong-Il, tiveram como efeito o aparecimento de grãos de arroz de tamanho inusitado, com cada grão a rondar o peso de um norte-coreano e alguns, mesmo, o peso de um etíope. Um ou outro efeito secundário, "maliciosamente causados por Seul", afectando milhões de norte-coreanos, foi minimizado como "um esforço individual menor, tendo em vista um melhor futuro em comum."

Entrementes, o estado-maior de Pyongyang encontra-se efervescente, revelou a'O Bico o "marechalíssimo líder" Kim Jong-Il: "Como maior estratega militar de todos os tempos, informo que, para glória da nossa, digo, minha república popular, está para breve a anexação da Coreia do Sul, seguindo-se a China, a URSS e o Império do Sol Nascente. E os Estados Unidos! Não admito que ninguém confunda a minha bela capital com ténis-de-mesa, mesmo que se chame Jimmy Carter e seja presidente cessante!"

O "querido líder" Kim Jong-Il, que conta já com 67 risonhas (pelo menos para ele) Primaveras, é uma personagem controversa: patusco ditador de um país à beira do colapso, para uns. Querido líder, para ele e para um rapazinho. Também há um senhor do PCP que não tem bem a certeza se ele é um democrata. É assim a modos que um democrata não-praticante.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Advogado equivoca-se e processa-se a si próprio, tendo conseguido condenação exemplar!

O Dr. Purstenso havia sido nomeado advogado oficioso de um cidadão vítima de espancamento por uma horda de ciganos sem vacinas.

A história remonta a 1994, quando o sr. António¹ comprou uma camisola Lacoste por dois contos e trezentos, após regateio, numa feira. Para sua surpresa, assim que chegou a casa constatou que a dita camisola era contrafeita, pois a sua esposa te-lo-á alertado para o facto de o ornitorrinco não ser o emblema da conhecida marca.

Sentindo-se enganado, voltou à feira para confrontar o vendedor com o sucedido. Este, levou o caso a mal, tendo-se o resto da tardinha desenrolado de forma desagradável para o sr. António, bem como para os automobilistas que pararam para ver a pancadaria, todos eles prontamente autuados pela PSP.

Em 1996, quando recuperou a consciência, o sr. António¹ pretendeu processar civil e criminalmente os responsáveis pelo sucedido, tendo o Estado nomeado como seu defensor oficioso o Dr. Purstenso.

Tomando o caso a seu cargo, o advogado começou imediatamente, em 1998, a estudar o processo, fundamentando toda a defesa do sr. António¹ na tentativa de provar a falta de brio profissional da generalidade dos ciganos, bem como o total desprezo com que aquela raça encara valores humanos e a total ausência de dignidade social, bem patente na sua auto-exclusão do convívio com pessoas. Também aludiu a um linchamento.

O processo, laboriosamente elaborado após os vodka-martinis matinais, deu entrada no tribunal no advento do presente século, tendo transitado hoje em julgado.

Durante o julgamento, o Dr. Purstenso não foi parco em adjectivos como “falsos”, “matreiros”, “corruptos”, “vigaristas”, “ladrões” e “malcheirosos”. Contudo, uma imprecisão na elaboração do processo, onde trocou o preenchimento dos quadros “Lelo Maia – Cigano” com “Dr. Purstenso – Advogado”, resultou num bizarro desfecho.

Declarando-se “comovido com a inesperada sinceridade de um advogado”, o Meritíssimo Juiz, Dr. Bandalho, deu todos os factos como provados, excepto o linchamento, condenando o réu a 36 anos bissextos de trabalhos forçados nos Farilhões.

O Bico tentou obter uma reacção por parte do sr. António¹, mas este encontrava-se entretido no meio dos familiares do sr. Lelo Maia, (ao que consta dos autos) seu advogado.
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¹ - nome fictício de Aurélio Meireles Botelho, Rua da Liberdade-23, Rio Tinto

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Portugal - janela de desenvolvimento





O Ministério da Alquimia e da Inocuidade Placebemática continua como uma das mais activas pastas deste governo.

Invertendo a estagnação ideológica nacional, este ministério enveredou por uma nova iniciativa, visando beneficiar a imagem luso-portuguesa. Enquadrada num programa tecnologicamente chocante, resultou no envio da nata dos taxistas nacionais, de idades compreendidas entre os 40 e os muitos anos, para o Royal College of Something, no Reino Unido, para cultivar boas maneiras, estragão e couves-galegas.

A aprendizagem decorreu sem incidentes de maior e os resultados não se fizeram esperar: os taxistas londrinos já acertam nas sarjetas com duas escarretas em cada três, mesmo com o palito ao canto da boca! Também esta semana um incauto súbdito de sua majestade terá pago 270 libras por um frete de 2 km, mais 40 libras pela bagagem - que nem sequer era dele - ao mesmo tempo que aprendia a genealogia do Rui Costa, as façanhas do Chalana no Bordéus, a idade da última namorada do Ronaldo, as vantagens do clima português e as medidas "daquela boazona ali dentro do descapotável amarelo".

Os magriços tiveram ainda tempo para, à boa maneira britânica, apanhar um carroção monstro num pub do Soho e escavacar duas metades do sítio. "Estes bifes não nos querem vender a saídeira!" terá exclamado Miguel Abrêgo, um dos intervenientes, vagamente corroborado por Hull I. Gan, amigo de ocasião, afadigado a segurar o infeliz barman pela orelha que sobrava.